A história de como uma frustração pessoal virou uma plataforma que ajuda milhares de comunidades.
Tudo começou quando a comunidade aberta do Bruno no Telegram bateu cerca de 1.000 membros. Com 400 a 500 mensagens sendo trocadas por dia, o grupo tinha se tornado impossível de acompanhar. A ironia era cruel: quanto mais a comunidade crescia, menos as pessoas engajavam. Membros que perdiam um ou dois dias de conversas simplesmente desistiam de tentar acompanhar. Todo aquele conhecimento sendo gerado, todas aquelas discussões valiosas... perdidas no ruído.
E se existisse uma forma de resumir os principais assuntos e enviar por email para os membros? Isso resolveria dois problemas de uma vez: manter as pessoas engajadas mesmo sem ler tudo, e finalmente captar os emails dessa comunidade aberta (algo que o Telegram não permite). E se o bot, além de gerar o resumo, pudesse enviar também no privado para os membros interessados?
O Bruno não era desenvolvedor. Então fez o que qualquer bom empreendedor faz: jogou a ideia no grupo da comunidade e esperou. O André curtiu o desafio e se ofereceu para montar o projeto. A parceria que mudaria tudo nasceu ali mesmo, no grupo que inspirou a solução.
O André entregou um protótipo funcionando em apenas 2 dias. Sem landing page, sem design elaborado — só um bot que funcionava. A hipótese inicial era ousada: o bot viralizaria, e a monetização viria do B2C. Lançaram em 9 grupos de WhatsApp e esperaram para ver o que aconteceria.
Em apenas um mês, o bot já estava em 280 grupos. As pessoas achavam divertido ter uma IA resumindo suas conversas e começaram a adicionar o bot em todo lugar. Em média, 8 mil mensagens eram resumidas por dia — mais de 200 mil por mês. O problema? Os custos de OpenAI e infraestrutura dispararam. Cada grupo novo era uma despesa nova.
Testaram cobrar R$5 para as pessoas receberem os resumos no privado. R$300 de MRR surgiram do experimento. Mas algo não batia: o bot estava crescendo em grupos aleatórios — futebol, carros, memes — lugares onde ninguém se importava o suficiente para pagar R$5 por um resumo. O custo sempre ficava maior que a receita.
Com tanto ruído, era impossível entender quem realmente valorizava o produto. Tomaram uma decisão radical: desligar o bot em dezenas de grupos aleatórios e ver quem reclamaria. A ideia era simples — quem levantasse a mão, realmente se importava. E várias pessoas levantaram a mão.
Depois de muitas entrevistas com quem reclamou, dois perfis surgiram com clareza: donos de comunidades pagas e infoprodutores. Essas pessoas estavam dispostas a pagar entre R$38 e R$48 para ter a ferramenta de volta. Não era pelo resumo — era por entender a comunidade delas.
Quando olharam para a concorrência, encontraram apenas soluções deficientes. Como pioneiros nesse mercado, podiam definir o preço que quisessem. Agora tinham um produto com potencial viral, um público-alvo definido, e concorrentes muito atrás. Só faltava uma peça: uma proposta de valor clara.
Depois de 2 a 3 semanas conversando com potenciais clientes, tudo fez sentido. O valor não estava no resumo. O valor estava em RETENÇÃO E ENGAJAMENTO. Donos de comunidades não queriam economizar tempo — queriam entender quem estava engajado, quem estava saindo, o que estava funcionando. O pivot era claro: transformar o bot em um SaaS com analytics.
Construíram um painel em tempo real com as 3 funcionalidades mais pedidas: resumo dos tópicos conversados, ranking dos membros mais engajados, e identificação dos assuntos mais quentes. Além disso, análise de sentimento, contagem de mensagens, links compartilhados e histórico de 30 dias. Não era mais só um bot — agora tinha uma plataforma completa de inteligência.
"Caralho, que painel foda!! Vocês estão me entregando OURO em gestão de comunidade." A reação do primeiro beta tester não deixou dúvidas. Ele perguntou se podia divulgar, se podia postar. A empolgação era contagiante. Esse era o sinal de que estavam no caminho certo.
Criaram um grupo para onboarding e suporte. A cada novo beta tester, mandavam uma mensagem no privado perguntando: como você ficou sabendo do projeto? O que está buscando resolver? Qual sua expectativa? Cada resposta era ouro. Os feedbacks demoravam a vir, mas quando vinham, vinham em ondas — a ideia de um membro ativava ideias de outros.
Sem nenhum benchmark no mercado, criaram uma escada de preços: R$99 no Alfa, R$179 no Beta, R$299 no Go Live. A lógica? Quem comprar cedo mantém o desconto para sempre — mas se der churn e voltar, paga preço cheio. Se as pessoas reclamarem de R$99, tem um problema. Se acharem barato, tem espaço para crescer.
O primeiro cliente pagante não veio do grupo de beta testers. Veio de uma indicação. Alguém tinha falado com alguém que falou com outra pessoa. Na mesma semana, lançaram o preço via WhatsApp e a landing page. O flywheel estava começando a girar.
Houve um salto imediato de R$500 no MRR. R$1.000 mensais pareciam um sonho realizado. Mas então a realidade bateu: 50% de churn nas semanas seguintes. Metade dos clientes estava saindo. A proposta de valor ainda não estava clara. As pessoas assinavam, mas não sabiam o que fazer com todos aqueles dados.
Algo mágico começou a acontecer. Alguns beta testers começaram a ajudar a responder dúvidas no grupo de suporte. Uma delas, a Flavia, chegou a ajudar a fechar uma venda. Quando você é transparente e fica próximo dos early-users, relacionamentos se constroem naturalmente. Algumas pessoas viram fãs genuínos do projeto.
Era preciso responder uma pergunta fundamental: o que exatamente o MGM entrega? Depois de muita reflexão, a resposta surgiu: engajamento. Mas o que é engajamento? Definiram: uma pessoa que mandou ou reagiu a pelo menos 5 mensagens no grupo, no período de até 5 dias. Quanto mais interações, maior o engajamento. Engajamento alto, dono do grupo feliz.
Identificaram 3 passos críticos para o cliente enxergar valor: 1) Colocar o bot no grupo e ativar a newsletter. 2) Agendar uma mensagem automática. 3) Receber o relatório semanal de engajamento. Esse era o Time to Value. A tese: quem completar esses 3 passos no trial vai ver o engajamento aumentar e vai pagar para continuar.
Depois de implementar um onboarding focado nesses 3 passos, com mensagens diárias durante o trial guiando o usuário, o churn despencou. As pessoas finalmente entendiam o valor. A sensação de "agora funcionou" foi indescritível.
Terceirizaram o frontend para Bubble, fechando parceria com o Felipe. Isso custava R$1.500/mês, mas trazia agilidade — frontend não era algo que o André curtia. Enquanto isso, o André construiu uma API robusta. Por quê? Estão montando o MGM para um dia vender, e para isso precisam de controle total do código. Cada decisão com olho no futuro.
Criaram uma tática ousada de pricing: subir o preço do mensal, mas manter o anual com desconto por uma janela limitada. Quem estava acompanhando o projeto e ganhou confiança, finalmente se comprometeu com planos anuais. Resultado: MRR saltou de R$1k para R$1.5k em alguns dias. Um aumento de 50%. Quase R$5k de injeção no caixa no primeiro mês.
Com dinheiro na conta, era hora de escalar. Definiram prioridades: parcerias com Micro-SaaS que tenham o mesmo público-alvo, postagens orgânicas no LinkedIn, Instagram e YouTube, e tráfego pago. Afiliados entraram como experimento paralelo, usando uma ferramenta da própria comunidade em vez de Hotmart.
Algo interessante aconteceu: concorrentes começaram a aparecer no exato mesmo mercado. No início pareceu ameaçador. Depois perceberam: isso é um ótimo sinal. Se outros estão investindo no mesmo espaço, tem demanda validada. Deu "gás" para acelerar vendas e consolidar a liderança enquanto tinham.
Hoje o MGM tem um grupo com mais de 55 beta testers, uma comunidade engajada, um produto validado, canais de distribuição claros, e um roadmap cheio de possibilidades. A jornada de um admin frustrado em um grupo de Telegram até um SaaS que ajuda milhares de comunidades está só começando. E a melhor parte? Cada passo foi documentado para que outros possam aprender com a experiência.
em apenas 90 dias
Essa jornada nos levou de uma simples ideia em um grupo de Telegram para R$100k em faturamento em apenas 90 dias. Cada experimento, cada pivot, cada conversa com clientes nos trouxe até aqui. E isso é só o começo.
Assista a história completa de como construímos o MGM do zero até o product-market fit.
MGM 1.0
A Jornada Completa
Depois da jornada de R$0 a R$100k, estamos entrando em uma nova era. Uma plataforma completamente reconstruída, projetada para ser a ferramenta definitiva de inteligência de comunidades.
Alimentado pelos modelos de IA mais recentes para entregar insights que realmente importam.
Entenda sua comunidade como nunca antes com visualização granular de dados.
Alertas instantâneos e dashboards ao vivo para nunca perder um momento crítico.